sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Poesia de menina de 16 anos

Eu faço o que posso para agradar meus pais e irmãos, mas nada é bom o suficiente para eles. Sempre que erro em alguma coisa, acabo levando patada de alguma maneira.

Hoje, no finalzinho da aula, a Renata entregou-me um pequeno pedaço de folha de caderno, mas só pude ler quando cheguei em casa, depois do almoço. Quando li, olhe o que ela escreveu para mim:
Flora aflora a flor que floresce, meio fauna e meio flora,
Flora enriquece, endrece o jardim que amanhece com seu jeito menina.
Flora, flor, feita apenas de amor, sorri todos os dias,
enfeitada de alegria, desejando um bom dia vem nos receber.
Com um abraço forte, mostra que tem sorte.
Seu coração e puro, não há nada obscuro.
Flora, aflora, tens o mundo afora, muitas flores para conquistar.
Quando a conheci no ano passado, depois de um semestre de convivência diária, percebi que ela era uma menina meiga e carinhosa, como minha amiga Ana Maria, mas eu acabei descobrindo que ela sabe escrever poesia tão bem quanto a minha mãe, quando tinha a nossa idade. Conseguiu descrever um pouco da minha personalidade sem eu ter dito mais do que um simples "oi". Sua sensibilidade perceptível me admira muito. Parece que ela conhece a famosa frase do Pequeno Príncipe "O essencial é invísivel aos olhos, só se vê bem com o coração", tão bem quanto eu. Bem que a mamãe disse que nem todas as meninas são cricris, é só saber procurar e se deixar conhecer pelas que a personalidade é parecida com a nossa.

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